MED assumiu coordenação da NEI Évora 2026

Out 2, 2026Notícias

A última edição NEI cidade de Évora reuniu cerca de 1860 visitantes, 470 investigadores e mais de uma centena de atividades, numa programação construída em articulação com todas as Unidades de I&D da Universidade de Évora, o Município de Évora e uma ampla rede de parceiros.

 

A Noite Europeia dos Investigadores – Évora 2026 levou, no passado dia 25 de setembro, a ciência ao centro da cidade, reunindo cerca de 1 860 visitantes, 470 investigadores e mais de uma centena de atividades na Praça 1.º de Maio e noutros espaços de Évora.

Sob o mote “A Ciência encontra a Cidade”, o programa cruzou demonstrações e atividades hands-on, jogos e quizzes, visitas temáticas, música, teatro e provas comentadas, refletindo a diversidade da investigação desenvolvida na Universidade de Évora e pelas diferentes entidades participantes.

O MED assumiu a coordenação da edição da cidade de Évora, através de Luís Gomes, tendo igualmente o papel central na sua organização, num trabalho desenvolvido em articulação com o IIFA, as Unidades de Investigação da Universidade de Évora, o Município de Évora e uma rede alargada de parceiros institucionais e regionais.

A equipa de organização integrou Raquel Eustáquio (Universidade de Évora), Sofia Eufrázio (MED-Universidade de Évora), e Elsa Oliveira, em representação do Município de Évora. Pela primeira vez, e por iniciativa da coordenação, o Município integrou diretamente a equipa de organização, reforçando também ao nível da preparação da iniciativa a ligação entre Universidade e cidade, expressa no mote escolhido para 2026.

A dimensão alcançada resultou de vários meses de articulação entre Unidades de Investigação, investigadores, serviços da Universidade, Município, parceiros e equipas responsáveis pelas diferentes componentes científicas, culturais, técnicas e logísticas da iniciativa.

 

98 investigadores e 27 atividades do MED

 

Para além do papel desempenhado na coordenação e organização da edição de Évora, o MED teve uma participação científica particularmente expressiva, envolvendo 98 investigadores em 27 atividades.

A programação mostrou diferentes dimensões da investigação desenvolvida no Instituto, da biodiversidade e conservação à agricultura, alimentação, biotecnologia, produção animal, solos, saúde, microbiologia, alterações ambientais e inteligência artificial.

Entre as propostas estiveram atividades como “Corrida pela Sobrevivência”, o “Laboratório Forense Vegetal”, que convidou o público a desvendar a identidade de uma planta através do ADN, atividades de observação de insetos e microrganismos, experiências com pigmentos naturais e solos, a utilização de inteligência artificial na produção artesanal do Queijo Serpa DOP e um percurso dedicado aos morcegos e à acústica no Jardim Público.

Esta diversidade procurou transformar perguntas, métodos e resultados científicos em experiências participativas, aproximando investigadores e público e permitindo conhecer não apenas o que se investiga, mas também como se constrói conhecimento.

 

Ciência, território e transferência de conhecimento

 

A ligação entre investigação e território constituiu igualmente uma das dimensões da programação construída especialmente para esta edição.

Entre os exemplos estiveram as provas comentadas de azeite conduzidas por Miguel Ferro, investigador MED–CEBAL, que aproximaram do público conhecimento especializado relacionado com a qualidade e a análise sensorial do azeite. As sessões contaram com a participação do CEPAAL – Centro de Estudos e Promoção do Azeite do Alentejo e da Casa Relvas, criando um espaço de contacto direto entre investigação, produtos de forte identidade regional e comunidade.

A aproximação ao território esteve também presente através de parceiros como a Herdade da Amada, nas provas comentadas de vinho, e a Cervejaria Magnífica, com provas comentadas de cerveja artesanal, integrando na NEI diferentes formas de conhecimento, valorização dos produtos regionais e contacto direto com o público.

Mais do que integrar parceiros numa programação, esta componente procurou aproximar investigação, conhecimento especializado, produção regional e território, reforçando uma dimensão de transferência de conhecimento particularmente relevante para a missão do MED.

 

Quando ciência e cultura também se encontram

 

A edição de 2026 procurou ainda cruzar ciência com diferentes formas de expressão cultural.

O Projeto MUSA – Música pela Sensibilização Ambiental, uma iniciativa do MED, integrou a programação musical, com atuações de Diogo Costa, João Pinho e José Henriques, enquanto o TACUÉ – Teatro Académico e Comunitário da Universidade de Évora apresentou Calma! Ainda estamos a ensaiar, um espetáculo que cruzou criação, erro, interrupção e partilha.

Estas componentes reforçaram uma opção que marcou a construção da edição: pensar a NEI não apenas como um espaço de apresentação de resultados científicos, mas como um lugar de encontro entre investigação, território, cultura e participação pública.

O balanço da edição tem sido muito positivo, quer pela adesão do público, quer pela forte mobilização das Unidades de Investigação, investigadores, estudantes, serviços da Universidade, Município e parceiros.

Mais do que assegurar a coordenação e organização de um evento desta dimensão, o MED procurou contribuir para uma programação capaz de criar pontes entre ciência e cidadãos, conhecimento e território, investigação e cultura, reforçando simultaneamente o papel do Instituto na comunicação e transferência de conhecimento e na construção de relações com diferentes atores da região.

A edição de 2026 deu, assim, expressão concreta ao mote que orientou toda a iniciativa:

A Ciência encontrou a Cidade!