Rui Lourenço licenciou-se em Biologia pela Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa em 2000 (especialização Recursos Animais Terrestres). A sua dissertação final deste curso de cinco anos centrou-se na ecologia de aves noturnas, inserida num projeto de identificação de corredores ecológicos liderado pela ONGA Centro de Estudos da Avifauna Ibérica. Posteriormente, Rui trabalhou nesta ONGA até 2005, desenvolvendo atividades de investigação, educação ambiental, divulgação científica, ações de conservação da natureza e contributo para as políticas públicas. Durante este período, iniciou a sua colaboração com a Universidade de Évora, onde concluiu o Mestrado em Biologia da Conservação, em 2005. A sua dissertação de mestrado centrou-se na ecologia trófica de predadores de topo. Rui aprofundou o seu interesse pelas interações entre predadores de topo durante o seu doutoramento em Biologia, realizado entre 2007 e 2011 na Universidade de Évora. As suas instituições de acolhimento foram a Unidade de I&D ICAAM (Universidade de Évora) e a Estação Biológica de Doñana (EBD-CSIC, Espanha), e recebeu apoio de uma bolsa de doutoramento da FCT. De 2012 a 2018, Rui foi bolseiro de pós-doutoramento, apoiado pela FCT, para realizar investigação no ICAAM da Universidade de Évora, em colaboração com Vincenzo Penteriani (EBD-CSIC) e Erkki Korpimäki (Universidade de Turku, Finlândia), abrangendo uma vasta gama de temas relacionados com predadores de topo, incluindo interações interespecíficas, ecologia de estradas e ecotoxicologia. De seguida, realizou um pós-doutoramento de um ano no ICAAM da Universidade de Évora, com foco nas funções ecológicas das aves e nos serviços de ecossistema em ambientes agrícolas. Em 2019, Rui conquistou uma posição como investigador júnior no MED para desenvolver investigação focada nas relações entre a biodiversidade e as atividades humanas, em particular a agricultura. Desde março de 2023 que Rui ocupa uma posição permanente de investigador auxiliar no MED/Universidade de Évora. Rui é um dos vice-diretores do MED desde 2020. Embora o seu trabalho seja muitas vezes focado nas aves, estando ligado ao Laboratório de Ornitologia (LabOr), o seu percurso profissional levou-o a ser um investigador em ecologia com diversos interesses de investigação e uma visão abrangente e interdisciplinar.